Crente ou não crente, em que acreditar,
Deus a verdade, pare de perguntar,
Perseverança, insistência, é melhor sempre tentar,
A vida só derruba, quem não souber se levantar,
Há muito tempo atrás, aboliu-se a escravidão,
A chicotada acabou, sobrou a emoção,
O chicote te marcava, e doía de montão,
Agora o chicote, decepa o coração,
Liberdade conquistada, pobreza garantida,
O que é liberdade, ter fome ou comida?
A fé no ser humano, não ficou colorida,
Ficou preta ou branca, duas cores dividida,
O preto e o branco ficaram separados,
Mesmo assim ouve mistura, de seres amados,
A cor se misturou, agora somos misturados,
O preto evoluiu, ainda tem branco inconformado,
Ironia do destino ver o branco nervoso,
Saber que preto é gente, e fica rancoroso,
Não aceita a idéia, um mundo tenebroso,
Não adianta reclamar, coisas do poderoso,
Ser preto ou moreno pode até ser pobre,
Todos têm dignidade e sabe ser um nobre,
Forte, decidido, não tem medo nem encobre,
Encara pra valer não é homem que se dobre,
Quem é responsável pelo preconceito?
A escravidão acabou e o branco não tem jeito,
Quer sempre se achar, ainda bate no peito,
Mas não existe diferença numa cama de leito,
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