Saturday, May 30, 2009

Abandono

A vida é bela, na verdade é bonita,
Mas viver é complicado é caviar na marmita,
Foi vitrola é DVD, há pouco tempo era fita,
Se a verdade é estar vivo, afrouxe a cinta,
Siga sempre em frente, nunca desista,
Passe o bastão e mostre qual a pista,

Vivemos de procura, vivemos de achado,
Vivemos do rico a maioria do coitado,
O pobre é o lucro a guerra o fato consumado,
Sonho e pesadelo o caso abandonado,
Maldade inveja o preço controlado,
Em toda construção, dinheiro desviado,

Esqueça, abandone, procure outra opção,
É fato, é trato, é pura enrolação,
Caminhos diferentes, a mesma reação,
Sacanagem, pilantragem, a enganação,
O homem contra o homem, irmão contra irmão,
Quando o todo toma forma, o meio é a solução.

Não estamos derrotados

Acreditaram que estávamos parados,
Jd Tiete, Riacho dos Machados,
Somos gente de bem, não somos coitados,
Somos os que escrevem os que mandam recados,
Dignidade é palavra, já estamos cansados,
Não vamos esperar, vamos chutar safados,

Estamos outono, estamos no inverno,
Estamos preparados, conhecemos o inferno,
Queremos o certo, a escrita no caderno,
Não precisa morrer para ser eterno,
Se a vida é continua, cada um ponha seu terno,
Acredite, não duvide esta em todo interno,

Nascemos, renascemos, todo dia recomeça,
Somos gente de verdade, que nada nos impeça,
Somos como todo mundo, se anda tropeça,
Vamos esperar se preciso vai na pressa,
Todo mundo ligado, todo mundo nessa,
Riacho dos Machados, agora a onda é essa.

O homem lá de cima, sabe o que faz,
Quem erra e acerta se preciso refaz,
O homem aqui embaixo, se torna incapaz,
O Mal tem seu lado, recruta capataz,
O lado inverso mostra todo seu gás,
Todos em um só, a verdadeira paz.

23-02-2009

Pararam a obra, não deram solução,
Deixaram no descaso, toda população,
Riacho dos machados, abandono no fundão,
O tempo virou nessa chuva uma explosão,
Só lembraram dos bichos no Pq da aclimação,
Muita água nas casas, uma só reação,
Agora é nossa vez, vamos tomar decisão,
Riacho dos Machados preparado pro verão,

Tudo festa, tudo glória em pleno carnaval,
Um lado esvaziava outro puro vendaval,
A vida por um fio, gritaria fatal,
Ira, revolta, o bem contra o mal,
O pobre pelo pobre o verdadeiro aval,
Se a chuva foi aviso nossa vida o sinal,
O homem lá de cima uniu todos contra o tal,

Todo nosso poder esta em cada mão,
Ao homem de bem, aquele de solução,
Não saímos de casa, uma revolução,
CONSEG, Internet, a lei da informação,
Cutucamos a onça, mostramos reação,
Se viver é necessário, muitos conhecerão,
Riacho dos Machados com determinação.

Esperança

A vida nos ensina, a sempre acreditar,
Político sabe disso, só sabem aproveitar,
Do homem da criança, do voto a conquistar,
Para se elegerem, nos fazem sonhar,
Depois de eleitos, não há o que falar,

Safado, pilantra, cachorro sem-vergonha,
Nos fazem de palhaço, nos fazem de pamonha,
O lado vergonhoso, o lado que envergonha,
Pobre é pobre e é homem que sonha,
Quem sabe se aproveita, como uma piranha,

A vida é cruel, mas vida é vida,
Somente quem tem fome valoriza a comida,
Quem vive de aparência cria uma ferida,
Torna a vida sem sentido, torna a vida bandida,
Mas pobre que é pobre sabe o caminha de ida,

O feio e o bonito, dois lados diferentes,
Escolha ou escolhido, católico ou crente,
Se fé é necessário, acreditar é o quente,
Quem tem objetivo, segue sua mente,
Viver sobreviver uma questão somente,

Riacho dos machados

Riacho dos Machados

O medo impera, a vida continua,
Cuidado, perigo, não fique na rua,
Quem conhece desconhece, é cada um na sua,
A vida é dura é como carne crua,
A fome saciada, o brilho da lua,

Gente de verdade, trabalho e loucura,
Cada um com seu perfil, com sua postura,
A vida não é mole, na verdade é dura,
Se existe o buraco, sabemos quem a fura,
Se stress é doença a nossa é fissura,

Uma obra que inicia, todo mundo acredita,
Governo incompetente, até isso interdita,
Para, não paga, e nem passa a fita,
Todo mundo perde, não importa quem grita,
Em cada enchente, tem sempre quem apita,

Poder soberano, somente lá de cima,
O Deus para os seus, somente essa rima,
Vivemos de esperança, de olho no clima,
Em cada estação, é água rio acima,
O medo não atrapalha, na verdade intima.

30 anos de luta

Um povo, uma luta, a beira do riacho,
È água, enchente é puro esculacho,
Lugar de coragem, um lugar bem embaixo,
O limite sem limite, do oxente ao diacho,
O fundo do poço, não é coisa só pra macho,

Com escolha ou sem escolha, a casa é moradia,
Rio ou riacho, do segmento uma via,
Sem terra sem asfalto, pura covardia,
Humildade do simples, rua sem guia,
Muitas coisas acontecem, até a mais sombria,

Os anos se passam, e nada acontece,
Tudo evolui, menos aquela prece,
Socorro acudam, salve o que padece,
Discriminação, odor que apodrece,
O povo que se lembra, autoridade que esquece,

Homem, mulher, do filho a esperança,
O tempo que passa adulto era criança,
Todos na fé, quem acredita alcança,
Lugar esquecido e da desconfiança,
É estar meio fio é pura balança,