Quando quero me encontrar, saio para a rua,
Me perco, desapareço só enxergo a lua,
Vejo ar, sinto a pele sou apenas carne crua,
Um ponto na imensidão, a realidade nua,
O eu sem o nós, a vós que não é sua,
Procuro não encontro, acho sem procurar,
A verdade é mentira, virtual é o meu lar,
Começo sem fim, final sem começar,
Um trabalho, retrabalho de quem sabe lutar,
O sangue que percorre, essa guerreira sem parar,
Quer queira ou não, a vida tem sentido,
Esta no ser humano, nunca num partido,
Sou o meio do inteiro, um ponto dividido,
Maturidade, inteligência do som um estampido,
De idéia a ideal, sou um lado querido,
Na montanha de fé, removo a emoção,
Tiro o negativo, ouço o coração,
Faço do meu positivo, a verdadeira relação,
Do intimo do ser, a verdadeira reação,
Sou mulher, o que quiser sou a revolução,
No passado um presente, no presente uma missão,
Saber que estou viva, sofrer com emoção,
Entender ou acatar, que é preciso relação,
Com Deus, com o mundo, com todos os irmãos,
Agora eu entendo, sou guerreira de visão.
Digo com certeza, aprendi com o que há,
Faço o que é preciso, é toma lá da cá,
Meu nome é só um nome, enxada ou pá,
Tudo aquilo que sobre, um dia cairá,
O meu maior orgulho é ser Vilma Tupinambá.